domingo, 21 de janeiro de 2018

Três Anúncios Para Um Crime

 
Três Anúncios Para Um Crime

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Dir.: Martin McDonagh


Terceiro longa metragem do diretor e dramaturgo anglo-irlandês Martin McDonagh, depois dos longas In Bruges (Na Mira do Chefe) e Seven Psycopaths (Sete Psicopatas e um Shih Tzu), Três Anúncios Para Um Crime é mais uma drama policial repleto do seu característico humor negro, muito similar ao trabalho dos Irmãos Coen, o que deve ter sido um dos atrativos do projeto para a ótima Frances McDormand (vencedora do Oscar de melhor atriz há 21 anos atrás por Fargo), que é casada com Joel Coen, e quase sempre faz parte dos projetos deles. Além de McDormand, o elenco conta com os veteranos Woody Harrelson (da série Detective e vários filmes, como Jogos Vorazes), Sam Rockwell (de filmes como À Espera de Um Milagre e A Condenação), John Hawkes (indicado ao Oscar por The Sessions) e o anão Peter Dinklage, mais conhecido pelo seriado Game of Thrones, e o jovem Lucas Hedges, que ano passado foi indicado ao Oscar por Manchester À Beira Mar (que eu acho muito superestimado).


No Globo de Ouro 2018, marcado pelas mulheres todas vestidas de preto em protesto contra o assédio, maus tratos e pagamentos inferiores na indústria, o tema sobre o descaso da polícia com estupro e feminicídio caiu como uma luva na ocasião, e acabou se sagrando o maior vencedor da premiação, levando os prêmios de melhor filme drama, atriz dramática (McDormand), ator coadjuvante (Rockwell) e roteiro, para o diretor McDonagh.


O filme trata de Mildred Hayes, uma mãe inconformada com os meses de falta de empenho da polícia em dar respostas sobre o estupro e assassinato da sua filha, e aluga três outdoors na entrada da pequena cidade de Ebbing, no Missouri, cobrando uma posição do xerife Willoughby, o que acaba por atrair a atenção da imprensa, dividindo a opinião pública geral e enfurecendo o departamento de polícia e as autoridades.


Certamente este é melhor trabalho de McDonagh no cinema. Os outros foram bastante bem recebidos pela crítica, mas não foram grande sucesso de público. Na Mira do Chefe ficou mais restritos ao circuito de filmes cult, enquanto Sete Psicopatas chegou a ter mais divulgação comercial. Três Anúncios consegue manter as qualidades artísticas dos anteriores e também trazer mais apelo comercial e o chamado “Oscar buzz” (aquela sensação de filme com cara de Oscar), saindo do nicho de arte.
 

O filme também é notório por abordar questões sociais muito atuais e importantes, aliando bem seriedade e humor, assim como Eu, Tonya. As críticas em momentos pontuais da trama ao comportamento racista e homofóbico da polícia, além do despreparo dos oficiais e falta de empatia com causas minoritárias, mostram bem como racismo e homofobia caminham sempre de mãos dadas com o machismo/misoginia, que é o tema principal do enredo, onde a honra de um homem é mais importante que a vida de uma mulher. O uso de linguajar chulo, pejorativo e depreciativo ao se referir às minorias, tratamento diferenciado com cidadãos (desigualdade perante a lei), são uma crítica clara a um sistema ainda muito discriminador. O filme também aborda questões como violência doméstica.


McDonagh se inspirou em anúncios similares que viu viajando pelo sul dos EUA, e escreveu o roteiro com McDormand em mente. O curioso é que McDormand queria que sua personagem fosse avó, e não mãe, da vítima. O filme foi lançado comercialmente no fim de 2017, depois de ter sido exibido nos Festivais de Veneza, Londres, Toronto, San Sebastian e Zurique. Pré-estreia nos cinemas brasileiros marcada para o dia 24 de janeiro.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Me Chame Pelo Seu Nome

Me Chame Pelo Seu Nome 

(Call Me By Your Name) 

Dir.: Luca Guadagnino

O primeiro amor é dos temas mais recorrentes da história do cinema. Já foi retratado de diversas formas, desde clássicos da literatura e dramaturgia, como Romeu & Julieta de Shakespeare, e suas diversas adaptações e derivações, a filmes infantojuvenis, como os açucarados clássicos dos anos 80 aos moldes de John Hughes (Gatinhas e Gatões, A Garota de Rosa-Shocking, etc.). Um dos meus favoritos é Lucas (título brasileiro A Inocência do Primeiro Amor), de 1986, com o falecido Corey Haim, Charlie Sheen (quando ele ainda não era a figura repugnante de hoje) e marcou a estreia de Winona Ryder no cinema. O que há em comum em quase todos eles é a simplicidade, singeleza do sentimento e romantização das relações afetivas, características que fatalmente se perdem nas relações adultas, devido a maturidade, outras expectativas, complicações e percalços naturais da vida a dois. Talvez o tema seja tão recorrente por ser de identificação universal, rito de passagem que faz parte da história da maioria das pessoas, sendo de fácil vendagem, e que remete à nostalgia, juventude, quando a vida era mais simples.


Me Chame Pelo Seu Nome é mais um filme a tocar nesse assunto, com roteiro escrito pelo diretor veterano James Ivory (da tradicional produtora britânica Merchant Ivory), baseado fielmente no livro homônimo de André Anciman, ainda sem tradução e lançamento no Brasil. O enredo se passa nos anos 1980 e fala de Elio, um adolescente judeu ítalo-americano de dezessete anos que mora com seus pais intelectuais em um vilarejo da Itália. A família tem por costume receber jovens pós-graduandos todos os verões para orientação de produção científica, e sua vida muda quando eles hospedam por algumas semanas Oliver, um escritor americano, e Elio passa a desejá-lo e a despertar sentimentos por ele.


O principal trunfo da história é trazer novas nuances e problemáticas para uma temática já extensivamente abordada, consegue aliar a falta de familiaridade de Elio com o despertar de novos sentimentos e a descoberta da sexualidade, a ambivalência no desafio da autoaceitação, e também reproduzir o mesmo erotismo da obra literária, sem perder o romantismo e a ingenuidade, conseguindo sobretudo captar e transmitir essa ingenuidade tão peculiar ao primeiro amor.


Só a abordagem da sexualidade traz todo um espectro diferente ao filme, já que por muito tempo a produção de histórias sobre homossexualidade era ínfima, em nichos restritos, e com abordagens muito distintas a essa. Só recentemente a temática passou a povoar a produção mainstream do cinema internacional, então para o público geral ainda fica mais fácil classificar a obra como “romance gay”, e não como uma história sobre sentimentos universais e intrínsecos a natureza humana. A descoberta da sexualidade diversa sempre pesa mais, mas pelo menos traz mais visibilidade à causa LGBT, retratando a diversidade sem cair nos fáceis estereótipos e clichês (vide novelas rede Globo).


Uma produção multinacional, além de escrito por Ivory, o filme foi coproduzido e financiado independentemente, com baixo orçamento, por produtoras de cinema da França, Itália, EUA, Reino Unido, e inclusive pelo brasileiro Rodrigo Teixeira e sua RT Features. Foi rodado na Itália e dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, com elenco de americanos, franceses e italianos.


O destaque do elenco fica por conta do nova-iorquino Timothée Chalamet, conhecido pelo seriado Homeland, que faz seu primeiro protagonista. Chalamet dá humanidade a um complicado Elio, um rapaz precoce e intelectualizado, que lida com sentimentos e sensações que são das poucas coisas que ele não sabe nada a respeito e nem consegue dominar. Menções também para Armie Hammer, descoberto em A Rede Social e alçado a astro e galã devido à sua beleza clássica hollywoodiana, mas sem obter grandes sucessos, fazendo de Oliver seu melhor trabalho da carreira, e o veterano Michael Stuhlbarg, como o pai de Elio, que tem um monólogo poderoso no desfecho do filme.


O filme fecha a “trilogia do desejo” do diretor Guadagnino, depois de Um Sonho de Amor e Um Mergulho No Passado, ambos estrelados por Tilda Swinton. Estreou no festival de Sundance, em janeiro de 2017, e foi exibido nos tradicionais festivais de Berlim, Toronto e Nova York, sendo lançado comercialmente apenas no fim de 2017 para fazer campanha durante a atual temporada hollywoodiana de prêmios.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Eu, Tonya

Eu, Tonya

(I, Tonya)

Dir.: Craig Gillespie


Eu lembro bem dos anos 90. Naquela época eu tinha um vídeo cassete no quarto e eu gravava quase tudo que passava na TV e me interessasse, como esportes, séries de TV, filmes, reportagens, etc. Isso me rendeu uma enorme quantidade de fitas cassetes que estão hoje praticamente como uma decoração vintage do apartamento dos meus pais. E quem, como eu, estava sempre se atualizando sobre o mundo, deve se lembrar do caso Tonya Harding vs. Kerrigan, em 1994. Eu tenho em alguma fita daquelas alguma reportagem sobre o infame caso. As duas eram as principais patinadoras no gelo dos EUA e disputavam o título nacional. Kerrigan estava numa melhor fase que Harding, e tinha uma figura clássica, elegante, que remetia a Jacqueline Kennedy. Harding era uma loira, digamos, desajeitada e caipira para os padrões mais “moral e bons costumes”, o que os americanos costumam chamar pejorativamente de “white trash” (lixo branco). Harding foi acusada de ser a mandante de uma agressão na perna sofrida por Kerrigan, que a custou o título nacional, e quase a tirou das olimpíadas de inverno na Noruega, meses depois. 


Esse incidente com certeza marcou e vai acompanhar Harding pro resto da vida, e até demorou pra virar filme, considerando o tamanho da repercussão que o caso gerou na época. Escrito por Steven Rogers, famoso por roteiros como Kate & Leopold (que eu gosto) e P.S.: Eu Te Amo (que eu desgosto), Eu, Tonya conta a vida de Harding desde a sua inciação no esporte, a difícil vida familiar e afetiva que ela levou, com pai ausente, mãe e marido violentos e abusivos, culminando com a agressão, que a tornou mundialmente famosa, e até ofuscou de Harding ter sido a primeira e única patinadora até hoje a conseguir dar tripla pirueta dificílima vezes seguidas em competições oficiais.


Baseado em antigas entrevistas, relatos e depoimentos altamente contraditórias de várias partes envolvidas direta ou indiretamente no incidente, como da própria Tonya, seu ex-esposo, seu guarda costas, jornalistas, ex-treinadoras e sua mãe, o filme consegue ser coeso e bem humorado, mesmo lidando com temas tão difíceis como violência doméstica, abuso, classismo e exclusão social, os ciclos viciosos que pessoas vítimas de violência e abuso acabam se envolvendo na vida.


O filme também é notável por ser produzido e estrelado pela australiana Margot Robbie, que despontou no seriado PanAm, e logo em seguida tornou-se grande nome da indústria ao estrelar O Lobo de Wall Street com Leonardo DiCaprio, e depois fez a Arlequina no (muito) ruim O Esquadrão Suicida. Robbie revela-se uma ótima atriz, com um repertório que ela nunca teve oportunidade de mostrar em trabalhos anteriores, e segura o filme de ponta a ponta, com a ajuda, principalmente, da sempre ótima veterana atriz Allison Janney, multipremiada na TV em seriados como The West Wing, e de filmes como Histórias Cruzadas e Hairspray, mesmo que num papel até clichê de mãe-monstro (curioso que os de pai-monstro são uma raridade), e de Sebastian Stan, que estrelou Picnic na Broadway, que faz seu ex-marido.


A direção é assinada pelo australiano Craig Gillespie, que tem como nome mais famoso de sua filmografia A Garota Ideal (Lars and The Real Girl), aquele em que Ryan Gosling namora uma boneca de silicone. Com certeza Eu, Tonya é um dos meus filmes favoritos da safra, daquele tipo de filme que eu não me importo de ver assistir repetidas vezes, que entretém e ainda gera reflexões sobre os temas sociais atuais e relevantes da contemporaneidade. Meu único porém é quanto ao título, que não é dos meus favoritos.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Globo de Ouro 2018



Depois de um turbulento fim de 2017, repleto de escândalos e denúncias de assédio sexual, mais enfaticamente do poderoso produtor Harvey Weinstein e do ator Kevin Spacey, as premiações do início de 2018 prometem ser marcadas por muitos protestos e reivindicações, e não foi diferente com o Globo de Ouro, que ocorreu no domingo passado. As mulheres decidiram comparecerem todas vestidas de preto, só umas duas ou três anônimas quebraram o protocolo, e "lançaram" publicamente a campanha Time's Up, pelo fim do assédio sexual e desigualdade de gênero na indústria do entretenimento.

Inclusive várias famosas deixaram os maridos, namorados e acompanhantes de lado e convidaram ativistas e militantes feministas para acompanhá-las ao evento, como Meryl Streep, Emma Stone, e Michelle Williams, que defenderam suas causas e instituições nas entrevistas no tapete vermelho. E todas estavam dispostas a apontar as diferenças na indústria, como Debra Messing da série Will & Grace, que enquadrou o canal pago E! por pagar salários muito menores para apresentadoras mulheres.



A apresentação ficou a cargo do apresentador/comediante Seth Meyers, que não perdeu a oportunidade de fazer piada dizendo que mulheres rejeitaram o convite de serem julgadas por pessoas poderosas da indústria em um hotel, fazendo alusão ao fato de o Globo de Ouro sempre ocorrer no salão do hotel Beverly Hilton, e de Weinstein ter assediado várias mulheres em hotéis.

A vencedora do prêmio pela carreira foi Oprah, a primeira mulher negra a levar a honraria, que obviamente fez um discurso motivacional fundamentado nas causas negra e das mulheres, e assumindo pra si o cargo de exemplo para gerações posteriores de meninas, arrancando aplausos acalorados da plateia e repercutindo bastante nas redes sociais.

E como não poderia deixar de ser, os grandes vencedores da noite foram as produções que giraram em torno de temas femininos, como a minissérie da HBO Big Little Lies, sobre violência doméstica, a série dramática da Hulu The Handmaid's Tale, uma distopia sobre um futuro onde as mulheres perdem todos os seus direitos civis, e o filme Três Anúncios Para Um Crime, sobre o descaso da polícia em relação a um caso de estupro e assassinato de uma jovem.




Frases da noite:
É 2018 e maconha é finalmente permitida
e assédio sexual finalmente não é.
Seth Meyers, no seu monólogo inicial.


Para os homens indicados hoje, essa vai ser
a primeira vez em 3 meses que vocês não vão estar
apavorados de ouvir seus nomes lido em alto.
Seth Meyers, no seu monólogo inicial.

Lembra quando ele era o cara arrumando encrenca
com a Coreia do Norte? Tempos mais simples...
Seth Meyers, no seu monólogo inicial, mencionando Seth Rogen e seu filme A Entrevista.


Imprensa estrangeira de Hollywood. Três palavras
feitas para enfurecer nosso presidente atual.
Seth Meyers, no seu monólogo inicial.


Não se preocupem, ela estará de volta daqui a 20 anos
quando ele for vaiado na sessão in Memoriam.
Seth Meyers, no seu monólogo inicial, mencionando Harvey Weinstein.


Fiquei feliz ao ouvir que House of Cards
vai ter nova temporada. O Christopher Plummer
está disponível para isso também?
Seth Meyers, no seu monólogo inicial, mencionando o seriado de Kevin Spacey, que teve todas suas cenas refilmadas às pressas por Plummer no filme Todo o Dinheiro do Mundo, após o escândalo dos casos de assédios.


A Forma da Água recebeu mais indicações
que qualquer outro filme esse ano. Quando
eu soube que era um filme sobre uma mulher
ingênua que se apaixona por um monstro, eu pensei:
oh, não! Outro filme do Woody Allen?
É tipo Manhattan na água.
Seth Meyers, no seu monólogo inicial.



De acordo com um artigo recente, apenas 5% dos papéis
  com fala em Hollywood são de asiáticos, mas esses números podem
 
estar errados já que foi um branco que fez as contas.
Seth Myers e Hong Chau, interagindo no monólogo inicial do evento.



A personagem que interpretei representa algo
que é o centro das nossas conversas agora:
abuso.
Eu acredito e espero que possamos promover
mudança pelas histórias que contamos e da maneira
que contamos. Vamos manter a discussão viva.
Nicole Kidman, ao receber o prêmio de melhor atriz em minissérie ou telefilme por Big Little Lies.


É bom estar em um filme que as pessoas assistem.
Sam Rockwell, famoso por fazer filmes independentes, ao receber seu prêmio 
de melhor ator coadjuvante por Três Anúncios Para um Crime.



O que eu sei com certeza é que contar a sua verdade
  é a mais poderosa ferramenta que temos,
  e sou especialmente orgulhosa e inspirada por todas
  as mulheres que se sentiram
fortes e empoderadas
  o bastante para falar e contar suas histórias pessoais. (...)
Queria agradecer a todas as mulheres
que suportaram anos
  de abuso e violência pois,
assim como a minha mãe,
  elas tinham filhos para alimentar, contas a pagar e sonhos a buscar.

Oprah, recebendo o prêmio honorário.

E estes são os indicados — todos homens — a melhor diretor.
Natalie Portman, criticando o sexismo da indústria, inclusive o próprio Globo de Ouro.


Como diretores, filmes não são apenas um número
  na nossa filmografia. Nós fazemos um pacto com 
um diabo particularmente ineficaz que pede três anos
de nossa vida em troca de um crédito no IMDB.
E essas coisas são nossa biografia, nossa vida.
Guillermo del Toro, recebendo o prêmio de melhor diretor.


Vocês sabem que mantenho minhas posições políticas  
reservadas, mas foi muito bom estar aqui hoje e ser parte
da mudança tectônica na estrutura de poder da nossa indústria.
Tenham certeza que as mulheres não estão aqui hoje pela comida.
Frances McDormand, recebendo seu prêmio de melhor atriz.





Melhores Momentos:


 
1. O discurso da Oprah.


2. The Handmaid's Tale, Lady Bird, Big Little Lies e Três Anúncios Para Um Crime comprovando a qualidade e popularidade de enredos centrados em temas e questões femininas.






Piores Momentos:



1. Depois de Moonlight ano passado, de certa forma já era até esperado que Call Me By Your Name não levasse os prêmios principais, mas o filme não ganhou prêmio nenhum, além de não ter sido indicado a roteiro, canção e direção.



2. Reese apresentando o prêmio para a Oprah. Só falou abobrinha, deu até vergonha alheia. Parece até que baixou uma mistura de Meninas Malvadas com Patricinhas de Beverly Hills nela.



3. Apesar de todo o momento ativismo feminista da noite, os dois vencedores de melhor ator em cinema são conhecidos por acusações de assédio (James Franco) e violência doméstica (Gary Oldman).





O que mais teve:



- Teve empoderamento.




- Teve sororidade




- Teve Thelma & Louise




- Teve Will & Grace




- Teve Perpétua




- E teve Tieta



- Teve galã do momento




- E teve galã...




...que virou Matusalém




- Teve múmia




- Teve Folies Bergère




- Teve peruca




- Teve super herói




- Mais super  herói




- Super herói em todo o canto



- Teve Mulher Gato close-certo




- Teve Mulher Gato close-errado




- Teve roupa feia e cabelo demodê




- Teve pintura corporal




- Teve Penélope de Neve e as três colega




- Teve cara de bunda e falta de falta de carisma




- Teve tia do pavê




- Teve voz chata




- Teve riso




- Teve alegria




- E teve palhaço no salão.

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